Com apoio da torcida, seleção brasileira segue firme na luta pela medalha de ouro
*Por Guilherme Alves
Foto: Eliza Neves
Em jogo disputado e emocionante, a seleção brasileira militar de vôlei masculino derrotou o Qatar nesta segunda (18), no Maracanãzinho. Apesar do atraso de mais de 30 minutos, devido à falta de luz na parte da manhã, a torcida não desanimou e cantou o hino nacional à plenos pulmões antes da partida começar.
Contagiado pelo clima das arquibancadas, o Brasil saiu na frente, abriu boa vantagem, mas permitiu a virada do time do Qatar ao fim da primeira parada técnica (8 a 6). O ataque brasileiro não conseguia passar pelo bloqueio do time do Oriente Médio. O time do Qatar ampliou a vantagem para 10 a 6. O Brasil chegou a empatar o jogo e esboçar reação, mas o forte bloqueio do Qatar e os ataques precisos do ponta Saeed e do oposto Jumah fizeram a diferença no final do set: Qatar 27 - Brasil 25.
Para reverter a situação do jogo, o treinador Flávio Marinho trocou o ponta Da Silva, que estava bem marcado pelo bloqueio adversário, por Alexsander. Apesar de melhorar o rendimento, o time brasileiro continuava atrás do placar. No final do set, o time brasileiro impôs o seu estilo de jogo, encaixou bons saques, principalmente com o levantador Vinhedo. Em um bloqueio triplo, o Brasil conseguiu, enfim, uma boa vantagem no placar: 21 a 18. Ao sentir o bom momento da equipe, a torcida passou a apoiar e o Brasil fechou o set: 25 a 20.
Embalado pelo empate, o time do Brasil impôs um forte ritmo no 3º set e abriu uma vantagem de 7 pontos para o time do Qatar: 17 a 10. A seleção brasileira soube administrar a vantagem e fechou, com facilidade, em 25 a 14.
O 4º set foi o mais equilibrado e emocionante de todos. Apesar de liderar o placar, o Brasil não conseguia abrir vantagem. A jogada com o ponta Thiago Senz, maior pontuador da partida com 19 pontos, era a bola de confiança do levantador Vinhedo.
O jogo foi ganhando contornos dramáticos com as equipes alternando e desperdiçando "match points". Empurrada pela torcida, a equipe brasileira fechou a eletrizante partida com um bloqueio triplo no oposto Jumah, do Qatar: 35 a 33.
Qatar vs Brasil ( Sets: QAT 1 - BRA 3)
27 25
20 25
14 25
33 35
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17.8.11
5.12.10
Globo e Record travam duelo pelos direitos de transmissão do Brasileirão
Por Guilherme Alves - 17.11.2010 às 15:19:00
RIO DE JANEIRO - Após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decretar o fim da preferência que a TV Globo tinha pela renovação dos direitos dos Campeonato Brasileiro, a TV Record mostrou interesse em transmitir, a partir de 2012, a maior competição de futebol do país.
Dirigentes da emissora da Barra Funda estudam maneiras para a proposta ser o mais atraente possível: além de quantia maior do que a oferecida pela Globo, os clubes teriam seus jogos transmitidos em horários mais interessantes para o torcedor (especula-se que os jogos no meio da semana seriam realizados às oito e meia da noite).
Os patrocinadores também seriam beneficiados: a exposição das marcas seria maior e mais diversificada durante as transmissões.
No começo do mês de novembro, representantes da Record enviaram carta ao Clube dos 13 solicitando a realização de um encontro com dirigentes dos clubes para formalizar a proposta.
A TV Globo divulgou que tem interesse em continuar transmitindo o Brasileirão e que flexibilizou, a um ano, a aparição dos painéis com as marcas patrocinadoras e a citação às empresas que patrocinam atletas e mantém equipes esportivas.
A emissora perdeu apenas a cláusula de preferência, que dava o direito de cobrir qualquer proposta de emissoras concorrentes.
Link para a matéria publicada no site "O Repórter": http://bit.ly/99btk5
RIO DE JANEIRO - Após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decretar o fim da preferência que a TV Globo tinha pela renovação dos direitos dos Campeonato Brasileiro, a TV Record mostrou interesse em transmitir, a partir de 2012, a maior competição de futebol do país.
Dirigentes da emissora da Barra Funda estudam maneiras para a proposta ser o mais atraente possível: além de quantia maior do que a oferecida pela Globo, os clubes teriam seus jogos transmitidos em horários mais interessantes para o torcedor (especula-se que os jogos no meio da semana seriam realizados às oito e meia da noite).
Os patrocinadores também seriam beneficiados: a exposição das marcas seria maior e mais diversificada durante as transmissões.
No começo do mês de novembro, representantes da Record enviaram carta ao Clube dos 13 solicitando a realização de um encontro com dirigentes dos clubes para formalizar a proposta.
A TV Globo divulgou que tem interesse em continuar transmitindo o Brasileirão e que flexibilizou, a um ano, a aparição dos painéis com as marcas patrocinadoras e a citação às empresas que patrocinam atletas e mantém equipes esportivas.
A emissora perdeu apenas a cláusula de preferência, que dava o direito de cobrir qualquer proposta de emissoras concorrentes.
Link para a matéria publicada no site "O Repórter": http://bit.ly/99btk5
2.12.10
1.11.10
A primeira e a última impressão
Enquanto o grupo O Dia lança o diário esportivo 'Marca Campeão!', JB deixa de circular nas bancas
*POR GUILHERME ALVES
O mercado de jornalismo esportivo carioca tem passado por grandes mudanças nos últimos meses. O grupo O Dia, que foi recentemente vendido à EJESA (Empresa Jornalística Econômico S.A), lançou o diário esportivo "Campeão", que meses mais tarde passou a ser comercializado com o nome de Marca Campeão!. Tentando atrair o interesse do leitor e aumentar suas vendagens, os jornais e cadernos esportivos apresentam novidades e seguem uma tendência: a aposta no bom humor e irreverência. Em meio à intensa movimentação do mercado, uma notícia surpreende todos: o fim do Jornal do Brasil impresso.
Circulando diariamente desde agosto com novo nome, o diário esportivo Marca Campeão! (que antes era chamado de "Campeão") é a aposta do grupo O Dia para concorrer com jornais como Lance! e Jornal dos Sports. A publicação, no formato Novo Berliner (maior que o tablóide e um pouco menor que o Berliner), tem duas edições: uma para o Rio de Janeiro (cidade de origem), onde é feita a cobertura diária dos quatro grandes clubes cariocas e outra para São Paulo, que segue fórmula parecida ao realizar a cobertura do dia a dia dos times da capital paulista. O jornal tem os direitos de exploração do nome "Marca" (diário espanhol) e por isso, realiza a cobertura das mais diversas modalidades esportivas nacionais e internacionais. A perspectiva é que, futuramente, o jornal atue em nível nacional.
Líder em vendas no segmento esportivo e um dos jornais mais vendidos do país , o diário Lance! aposta na convergência e exploração de outras mídias, além do jornal impresso:
-Esta é uma das prioridades do Grupo LANCE!, que já tem operações robustas de webradio, webtv e o LANCENET!, site líder de audiência no IVC (Instituto de Verificação de Circulação). - afirma Eduardo Tironi, editor executivo de mídias digitais do Lance!.
Até mesmo o tradicional O Globo lançou, antes da Copa do Mundo da África do Sul, um caderno esportivo diário. O editor de esportes do jornal, Antônio Nascimento, acredita que a "aposta" foi bem sucedida:
-O caderno de esportes diário de O Globo sempre foi um pedido dos leitores e um projeto que sempre acalentei. Com a Copa no Brasil e as Olimpíadas no Rio, achamos que era o momento ideal para lançá-lo, o que foi uma acerto. Basta dizer que meta de faturamento do caderno prevista para o ano todo foi atingida em agosto. - conta o jornalista.
Junto com o caderno esportivo, vieram reforços de nome para o time de colunistas. O jornal apostou em humoristas da TV, pessoas sem vivência na área, mas apaixonadas pelo esporte:
-Marcelo Adnet e Bruno Mazzeo são pessoas novas, que trouxeram um público mais novo mais o caderno. O fato dos dois trabalharem com humor foi uma coincidência. Já o Sérgio Pugliese está tendo dentro da ideia de abrir o leque de assuntos tratados no caderno, falar um pouco mais de comportamento e não ficar preso exclusivamente às competições, como acontecia antes. - explica Nascimento.
Do rádio, vem a mais recente novidade do "Jogo Extra", caderno esportivo do jornal Extra: a turma do Rock Bola, que além do programa na "Oi FM", passa a assinar uma coluna semanal. Toda segunda-feira, os humoristas fazem análises bem humoradas do futebol e piadas entre si, onde cada integrante se comporta como torcedor de um grande clube carioca.
Enquanto as movimentações acontecem e novidades surgem, o fim do Jornal do Brasil impresso liga o sinal de alerta e reabre a discussão: será o fim dos jornais impressos ou somente as empresas mal administradas fecham as portas? Especialistas apontam a tendência mundial de migração dos jornais impressos para a internet. Nos Estados Unidos, o jornal USA Today está migrando para internet e notícias dão conta que o tradicional New York Times pode seguir o mesmo caminho e ser veiculado apenas pela "grande rede".
O Jornal do Brasil, fundado em 1891, fez história no jornalismo brasileiro. Entre passagens marcantes estão a prisão do jurista e escritor Ruy Barbosa (que foi redator-chefe do diário), em 1893, quando o presidente Floriano Peixoto o acusou de incentivar a Revolta da Armada. Na década de 1950, a reforma gráfica, promovida por Ferreira Gullar, Amilcar de Castro e Reynaldo Jardim, mostrou todo vanguardismo e pioneirismo do jornal.
A cobertura esportiva do JB sempre foi referência e influenciou uma geração de jornalistas apaixonados pelo esporte. Na memória de Antônio Nascimento, de O Globo, uma lembrança tem destaque:
-A excelente cobertura da Copa de 1982 ficou como um bom exemplo a ser seguido.
Aos profissionais, leitores e amantes do bom jornalismo, restam as lembranças do grande Jornal do Brasil. Lembranças boas, como os 180 mil exemplares vendidos diariamente durante a década de 80, do grande time de jornalistas e colunistas que fizeram do jornal referência nacional; e lembranças ruins, como as sucessivas más administrações e o (in)consequente processo de degradação, dívidas (na casa dos 800 milhões de reais) e falência do jornal.
****************
Matéria que escrevi para o jornal "O Cronista Esportivo", órgão oficial da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ). Edição de outubro/novembro. Ano 3 - Número 5.
Observação: Após o fechamento desta matéria, o jornal Marca Campeão mudou de nome novamente, passando a ser veiculado com o nome de Marca.BR.
*POR GUILHERME ALVES
O mercado de jornalismo esportivo carioca tem passado por grandes mudanças nos últimos meses. O grupo O Dia, que foi recentemente vendido à EJESA (Empresa Jornalística Econômico S.A), lançou o diário esportivo "Campeão", que meses mais tarde passou a ser comercializado com o nome de Marca Campeão!. Tentando atrair o interesse do leitor e aumentar suas vendagens, os jornais e cadernos esportivos apresentam novidades e seguem uma tendência: a aposta no bom humor e irreverência. Em meio à intensa movimentação do mercado, uma notícia surpreende todos: o fim do Jornal do Brasil impresso.
Circulando diariamente desde agosto com novo nome, o diário esportivo Marca Campeão! (que antes era chamado de "Campeão") é a aposta do grupo O Dia para concorrer com jornais como Lance! e Jornal dos Sports. A publicação, no formato Novo Berliner (maior que o tablóide e um pouco menor que o Berliner), tem duas edições: uma para o Rio de Janeiro (cidade de origem), onde é feita a cobertura diária dos quatro grandes clubes cariocas e outra para São Paulo, que segue fórmula parecida ao realizar a cobertura do dia a dia dos times da capital paulista. O jornal tem os direitos de exploração do nome "Marca" (diário espanhol) e por isso, realiza a cobertura das mais diversas modalidades esportivas nacionais e internacionais. A perspectiva é que, futuramente, o jornal atue em nível nacional.
Líder em vendas no segmento esportivo e um dos jornais mais vendidos do país , o diário Lance! aposta na convergência e exploração de outras mídias, além do jornal impresso:
-Esta é uma das prioridades do Grupo LANCE!, que já tem operações robustas de webradio, webtv e o LANCENET!, site líder de audiência no IVC (Instituto de Verificação de Circulação). - afirma Eduardo Tironi, editor executivo de mídias digitais do Lance!.
Até mesmo o tradicional O Globo lançou, antes da Copa do Mundo da África do Sul, um caderno esportivo diário. O editor de esportes do jornal, Antônio Nascimento, acredita que a "aposta" foi bem sucedida:
-O caderno de esportes diário de O Globo sempre foi um pedido dos leitores e um projeto que sempre acalentei. Com a Copa no Brasil e as Olimpíadas no Rio, achamos que era o momento ideal para lançá-lo, o que foi uma acerto. Basta dizer que meta de faturamento do caderno prevista para o ano todo foi atingida em agosto. - conta o jornalista.
Junto com o caderno esportivo, vieram reforços de nome para o time de colunistas. O jornal apostou em humoristas da TV, pessoas sem vivência na área, mas apaixonadas pelo esporte:
-Marcelo Adnet e Bruno Mazzeo são pessoas novas, que trouxeram um público mais novo mais o caderno. O fato dos dois trabalharem com humor foi uma coincidência. Já o Sérgio Pugliese está tendo dentro da ideia de abrir o leque de assuntos tratados no caderno, falar um pouco mais de comportamento e não ficar preso exclusivamente às competições, como acontecia antes. - explica Nascimento.
Do rádio, vem a mais recente novidade do "Jogo Extra", caderno esportivo do jornal Extra: a turma do Rock Bola, que além do programa na "Oi FM", passa a assinar uma coluna semanal. Toda segunda-feira, os humoristas fazem análises bem humoradas do futebol e piadas entre si, onde cada integrante se comporta como torcedor de um grande clube carioca.
Enquanto as movimentações acontecem e novidades surgem, o fim do Jornal do Brasil impresso liga o sinal de alerta e reabre a discussão: será o fim dos jornais impressos ou somente as empresas mal administradas fecham as portas? Especialistas apontam a tendência mundial de migração dos jornais impressos para a internet. Nos Estados Unidos, o jornal USA Today está migrando para internet e notícias dão conta que o tradicional New York Times pode seguir o mesmo caminho e ser veiculado apenas pela "grande rede".
O Jornal do Brasil, fundado em 1891, fez história no jornalismo brasileiro. Entre passagens marcantes estão a prisão do jurista e escritor Ruy Barbosa (que foi redator-chefe do diário), em 1893, quando o presidente Floriano Peixoto o acusou de incentivar a Revolta da Armada. Na década de 1950, a reforma gráfica, promovida por Ferreira Gullar, Amilcar de Castro e Reynaldo Jardim, mostrou todo vanguardismo e pioneirismo do jornal.
A cobertura esportiva do JB sempre foi referência e influenciou uma geração de jornalistas apaixonados pelo esporte. Na memória de Antônio Nascimento, de O Globo, uma lembrança tem destaque:
-A excelente cobertura da Copa de 1982 ficou como um bom exemplo a ser seguido.
Aos profissionais, leitores e amantes do bom jornalismo, restam as lembranças do grande Jornal do Brasil. Lembranças boas, como os 180 mil exemplares vendidos diariamente durante a década de 80, do grande time de jornalistas e colunistas que fizeram do jornal referência nacional; e lembranças ruins, como as sucessivas más administrações e o (in)consequente processo de degradação, dívidas (na casa dos 800 milhões de reais) e falência do jornal.
****************
Matéria que escrevi para o jornal "O Cronista Esportivo", órgão oficial da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ). Edição de outubro/novembro. Ano 3 - Número 5.
Observação: Após o fechamento desta matéria, o jornal Marca Campeão mudou de nome novamente, passando a ser veiculado com o nome de Marca.BR.
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